Dia dos Pais

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Primeira roupinha a não servir mais no Rafael; ele está crescendo!



Postado por Michele às 16h28
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1 mês de vida
Rafael está completando hoje um mês de vida. Está sendo muito bom cuidar dele e ver ele crescer. Papai também está muito feliz; ele ajuda a trocar fraldinhas, dar mamazinho e tudo mais. A cada dia é mais um dia de alegria. Nosso bebê é um amor!


Postado por Michele às 13h21
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O Nascimento do Rafael

Já fazem 14 dias que o Rafael nasceu e só agora que irei contar como tudo aconteceu. Foi o dia mais especial da minha vida e ao mesmo tempo um dia triste.
Já fazia uma semana e meia que eu estava internada no hospital por causa da minha pressão arterial que começou a subir. Internei com o diagnóstico de pré-eclâmpsia leve; fiquei de repouso absoluto, só podia sair da cama para ir ao banheiro fazer minhas necessidades fisiológicas e tomar banho. No dia em que internei fiz um exame, o M.A.P., que verifica como está o bebê dentro da barriga; o exame não teve um resultado muito bom, então fiz uma ecografia que dizia que estava tudo bem. Durante a semana que estive internada repeti duas vezes o M.A.P. que tinham sempre o mesmo resultado. Até que ao repetir a ecografia uma semana e meia depois, foi verificado que eu estava com pouco líquido amniótico, sendo então, preciso fazer uma cesariana. Fiquei preocupada e feliz ao mesmo tempo, pois o Rafael iria nascer; mas eu estava de 36 semanas de gestação. Como trabalho na área da saúde, já vi vários bebês se saírem bem nascendo com 36 semanas, tudo ia dar certo. Mas nem tudo deu: para começar tive uma bradicardia (meus batimentos cardíacos foram a 25 bpm), mas me recuperei logo. O Rafael nasceu bem, porém logo começou a ter dificuldades respiratórias, tendo que ir para a UTI Neo Natal. Tive que ir para o quarto sem meu bebezinho. O Rafael teve pneumonia intra útero, e precisou ficar no hospital. Ele ficou dez dias internado. Foi muito difícil para mim ter que ir para casa e deixar meu bebezinho lá. Foram dias muito triste para mim...eu ficava no hospital o dia inteiro, indo para casa só à noite para descansar. Mas hoje estou muito feliz porque meu filho já está em casa comigo e bem recuperado.
Fotos:
Rafael na CTI Neo Natal, ainda com a sondinha para a alimentação. Primeiro colinho do papai:

O seu primeiro dia em casa, recebendo mamá do papai:

Meu fofinho tomando banho:

Rafael:



"Eu não sou a cara do papai?"

Rafael e mamãe:


Postado por Michele às 18h27
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Minha Gravidez Semana a Semana


O bebê está com peso de aproximadamente 2750g e sua medida, da cabeça ao bumbum é de 34cm. Sua medida total é de 46cm. Ao olhar para a sua barriga nesses dias pode parecer engraçado de vez em quando. É que os cotovelos, joelhos e a cabeça do bebê podem não só serem sentidas como podem ser vistas desalinhando a forma de sua barriga. Isso ocorre quando o bebê está se espreguiçando ou quando ele troca de posição por um tempinho. As paredes do útero agora começam a afinar um pouco pois estas estão bem esticadinhas. Quando isso ocorre, o seu bebê pode começar a perceber e a diferenciar o rítmo diurno do rítmo noturno pois ele sente que está claro e sabe que sua mamãe está fazendo uma série de coisas e, quando está escuro, ela quase não se mexe, deve estar dormindo. Ele está também exibindo unhas novinhas em folha e um par de rins completamente desenvolvidos e prontos para operar suas funções. O fígado também já pode processar impurezas. O único órgão importante que ainda não está totalmente pronto para o nascimento é o pulmão.
Mudanças no corpo da mamãe: Agora há muito mais bebê dentro de seu útero do que líquido aminiótico. O seu útero até agora expandiu cerca de 1.000 vezes comparado com o seu tamanho original. Durante a gravidez a mulher sente vontade de ir ao banheiro com maior frequência, você até que já estava acostumada mas, agora que está perto do final da gravidez, você praticamente fará do banheiro o seu segundo lar. Mesmo assim, não diminua a quantidade de líquidos ingeridos, especialmente água. O seu bebê e o seu corpo precisam muito de água. O seu útero encontra-se agora provavelmente logo abaixo de suas costelas, o que, dá uma sensação de falta de ar de vez em quando. Agora que só faltam 4 ou 5 semanas para o final da gravidez, a ansiedade que bate é enorme. Tente controlar-se ou você acabará sendo impaciente com as pessoas à sua volta por motivos que nem você sabe. Prepare suas roupas e papéis para o hospital. Você ainda tem tempo mas nunca se sabe quando o bebê vai querer sair. Deixe tudo mais ou menos à mão ou em lugar de fácil acesso, em caso de não ser você quem vai levar a bolsa para o hospital.
Fonte: E-Familynet O Portal da Gravidez, http://clinicafgo.com.br
"Nós não podemos dar o futuro aos nossos filhos, embora com empenho nós possamos torná-lo seguro; entretanto, nós podemos dar o presente para eles".
(Kathleen Norris)
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Rafael nasceu no dia 23 de Junho
de 2008 às 22:38 Horas.
Nasceu com 36 semanas de gestação, pesando 2.765Kg e medindo 46,5cm.


Enfeite de porta:

As lembrancinhas foram sabonetes decorados:

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Acabe de vez com as estrias
As estrias não escolhem classe social, idade, cor da pele, muito menos quando vão aparecer. Qualquer um pode ser vítima deste tão desagradável problema. Mas hoje já existe a solução.
O tratamento exclusivo da terapeuta ortomolecular Cristina Maria Carrasco, não possui contra indicações e é indolor. O creme pode até ser usado na prevenção das estrias durante a gravidez. O importante é começar o tratamento o mais cedo possível. Assim, mais rápido será o resultado e a recuperação da sua pele.
Caso você já tenha feito todos os tratamentos e nenhum atingiu o resultado esperado acredite: este tratamento não rejeita nenhum tipo de pele, pois ele é personalizado e adaptado a cada caso, podendo reduzir em até 100% as estrias que já estão instaladas na pele. Afinal, quem tem estrias quer se ver livre delas o mais rápido possível.
O problema atinge qualquer faixa etária: Por conta das mudanças de hábitos, até os homens modernos estão sofrendo com as estrias, que aparecem em diferentes situações, como crescimento, alterações de peso e excesso de musculação.
Decorrentes de alterações ocorridas nas fibras elásticas e colágenas da pele, as estrias são consideradas, pela maioria dos médicos, lesões irreversíveis. Mas, segundo a terapeuta ortomolecular Cristina Maria Neves Oliveira Carrasco, elas podem ser amenizadas e até desaparecerem com o tratamento desenvolvido por ela.
Este procedimento, que é natural e indolor, melhora a aparência da pele logo nas primeiras aplicações, diminui sua depressão e estreita a cicatriz. "Tenho obtido resultados de até 100% de melhora da pele, mesmo em estrias antigas, já brancas. O tratamento também ajuda na prevenção durante a gravidez", diz a terapeuta.
O tratamento
Todos os procedimentos na clínica começam com uma desintoxicação do organismo. "Porque a visão da terapia ortomolecular é ver a pessoa como um todo", explica Cristina. Isso é o que faz a grande diferença no tratamento específico para estrias, que é simples e sem contra-indicações.
A técnica está baseada em dois eixos de atuação: a suavização das estrias que já existem, por meio de aplicações de oligoelementos na pele e o creme desenvolvido pela terapeuta; e a prevenção e manutenção, por meio do uso diário do produto.
O tratamento funciona porque os oligoelementos têm um papel fundamental na estruturação da pele com estrias. Eles ajudam na cicatrização e melhoram a qualidade da derme tratada. O creme desenvolvido pela terapeuta ortomolecular Cristina Maria Carrasco pode atuar tanto na prevenção do aparecimento das estrias, como na recuperação de pele com estrias, mesmo as mais antigas.
» Aprenda a fazer a máscara anti-estrias
Máscara anti-estrias
1º Passo
Faça uma gomagem para remover as células mortas.
Receita da gomagem:
2 colheres de fubá
2 colheres de aveia
2 colheres de germe de trigo
4 colheres de água
Misture tudo e massageie em toda a região a ser tratada. Em seguida, utilize uma bucha vegetal levemente umedecida e faça movimentos circulares.
2º Passo
Energizando a pele. Massageie as estrias em movimentos contrários à sua direção. Por exemplo, se as estrias forem horizontais, faça movimentos verticais. Os movimentos devem ser fortes e intensos para que a circulação seja ativada. O local ficará vermelho e quente. A massagem pode ser feita com rosa mosqueta ou óleo de germe trigo. Em seguida, aplique uma máscara de mel puro em toda a extensão tratada e coloque um filme plástico em cima deixando agir por cinco minutos.
3º Passo
Retire com água corrente e aplique uma loção
Receita da loção:
½ litro de soro fisiológico
5 gotas de ginseng
2 gotas de própolis
5 cenouras batidas na centrífuga
Misture os ingredientes. Com um algodão embebido nesta loção, faça uma aplicação por 5 minutos e deixe a região descansar.
Cristina Maria Carrasco
Email: cris@terapiaortomolecular.net
Fonte: Revista Plástica & Beleza
Postado por Michele às 16h31
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Minha Gravidez Semana a Semana


O bebê está com peso de aproximadamente 2550g e sua medida, da cabeça ao bumbum é de 33cm. Sua medida total é de 45cm. O bebê continua a ganhar formas mais arredondadas e se acomodando para a posição de parto. Em algumas mulheres o bebê "desce" já desde já e em outros isso só acontece no dia do parto ou durante o trabalho de parto. Você sabe que o bebê "desceu" pois a sua barriga fica mais baixa e você pode passar a respirar melhor ao mesmo tempo que algumas mulheres sentem dor intensa na parte inferior da coluna. O seu bebê também está bem atento ao que está acontecendo ao seu redor, por isso, é uma boa oportunidade para começar diálogos com ele. Não pense que isso é uma bobagem, ele realmente pode ouví-la. Se você não quiser conversar, então cante alguma musiquinha para ele e assim que ele nascer, você canta para ele a mesma musiquinha, você terá uma surpresa. O sistema gastrointestinal é ainda muito imaturo e permanecerá assim até 3 a 4 meses após o nascimento.
Mudanças no corpo da mamãe: Os seus seios podem estar extremamente sensível enquanto você vai se aproximando do final da gravidez. Eles estão se preparando para a produção de leite. Use sutiãs que sejam bem firmes para aliviar a dor e o desconforto. O lado emocional da mamãe nessas últimas semanas pode estar extremamente sensibilizado e, mudanças repentinas de humor são comuns. A ansiedade é um fator que colabora para esse fato. A gravidez já durou tanto tempo, você está cansada, às vezes tem dor aqui ou ali, preocupação com relação ao parto e se tudo vai sair bem, tem pressa em ver o seu bebê e voltar ao seu físico normal. Todos esses sentimentos são perfeitamente normais e aqueles à sua volta deveriam entendê-los igualmente. O seu útero encontra-se agora à 15cm acima de seu umbigo.
Fonte: E-Familynet O Portal da Gravidez, http://clinicafgo.com.br
"Ao olhar para uma roseira você pode pensar de duas maneiras: desesperar-se porque o arbusto de rosas tem espinhos ou regozijar-se porque o arbusto de espinhos tem rosas".
(anônimo)
Hoje fui à consulta médica para mostrar meus exames. Está tudo bem, apenas estou com a proteína na urina elevada, que é indicativo de inicio de pré-eclâmpsia. Mas no momento preciso apenas descansar bastante, fazer repouso, controlar minha pressão arterial e qualquer tontura, dor de cabeça e se a pressão subir procurar minha médica. Semana que vem vou ao seu consultório de novo. Mas no mais tudo certo!
Saiba mais: Pré-eclâmpsia
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Episiotomia na Obstetricia Moderna: porque restringir seu uso?



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Bolsa rota (rompimento da bolsa das águas)


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O parto vaginal após cesárea é arriscado?

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Postado por Michele às 13h29
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Hoje não podia deixar de passar aqui, já que é um dia tão especial para os apaixonados. Eu sinceramente não ligo muito. Para mim Dia dos Namorados são todos os dias...devemos aproveitar todos os dias para dizer a pessoa com quem estamos que a amamos...Neste momento posso dizer que sou feliz...ouço todos os dias que me amam...disso não posso me queixar! Espero que todo mundo tenha a mesma sorte que eu...Tenha alguém que lhe diga sempre o quanto é importante...
Um feliz Dia dos Namorados para todos...
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Ao meu amor
Naquele momento meus olhos já haviam cruzado os teus, seu olhar desviante e inseguro para o nada, como se eu fosse causar algum mal, como se minhas pupilas pudessem exteriorizar algo que causava-te medo.
Esse sentimento nasceu em mim naturalmente quebrando todas as formas de conceituar o amor, extrapolando o sensato...
Quando percebi eu já estava envolvida no seu mundo, nossas vidas agora não eram duas distintas como antes, mas uma vida somente unidas pela magia do amor.
-TE AMO-
Postado por Michele às 20h13
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Ontem tive a consulta pré-natal com a médica que meu obstétra indicou nesse período de suas férias. A médica é muito boa, simpática e querida! Me examinou direitinho e me pediu mais exames para fazer. Vou ter que verificar minha pressão e anotar pois ela começou a subir e meus pés e mãos estão ficando uns "pãezinhos" de inchados! Hoje de manhã encaminhei a minha licença a maternidade na universidade e fui fazer os exames que eu tinha para fazer.
A pedidos, vou postar as fotinhas do quarto do Rafael:





















A mala do Rafael já está pronta:


E as lembrancinhas dele também estão prontas, feitas pela mamãe aqui! Não dá pra ver direito na foto as lembrancinhas, mas é esta a intenção - surpresa!


Postado por Michele às 09h59
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Minha Gravidez Semana a Semana


A medida do bebê nesta fase, da cabeça ao bumbum, é de 32cm; sua medida total é de 44cm, com peso em torno de 2300g. A pele do bebê está lisa devido ao ganho de peso. O sistema imunológico evolui. O bebê já está se posicionando para o parto, sua cabeça deve estar virada para baixo. Nesses dias especialmente o seu médico estará prestando atenção à isso. Os ossos de seu crânio não estão totalmente conectados uns aos outros para facilitar a sua passagem pelo estreito canal que o trará ao mundo. Mas os ossos no restante de seu corpo estão se fortificando e endurecendo à cada dia. As unhas dos dedos das mãos estão atingindo as pontas dos dedos agora. Você deverá cortá-las durante os primeiros dias de nascimento.
Mudanças no corpo da mamãe: O seu útero encontra-se agora à 14cm acima de seu umbigo. Você também poderá notar que os seus calcanhares e de uma certa forma o pé inteiro está ficando bem inchado, principalmente ao final do dia. Se você mora em uma região muito quente, também terá esse problema em maior intensidade do que quem mora em lugares mais frios ou frescos. Uma surpresa para muitas mulheres é ouvir que ingerir bastante líquido ajuda contra a retenção de líquidos no organismo. O seu corpo - principalmente os seus rins - e também o seu bebê precisam dos benefícios de um organismo bem hidratado. Se, no entanto, você notar que está ficando muito inchada, na face, nas mãos, vá imediatamente ao médico. Muito inchaço pelo corpo pode ser sinal de uma pré-eclampsia.
Nessa fase, a mamãe deve continuar sentido contrações indolores chamadas Braxton Hicks, conhecidas como falso trabalho de parto. Só preste atenção se for mais que quatro contrações por hora durante o descanso, pois podem ser sinal de parto prematuro.
Ajuda:
Você tem alguém para te ajudar como uma mãe, uma sogra ou uma empregada? Não! Então é bom começar a pensar nisto. Dessa fase em diante, você se sentirá cada dia mais cansada e sem fôlego, aliada à uma barriga enorme e incômoda. Não poderá realizar muito esforço físico e por isso precisará de alguém que te ajude nos serviços domésticos. E quando o bebê nascer, suas atenções estarão voltadas para ele. Quando o queridinho da família te der uma folga é hora de descanso e não de pensar nos problemas da casa. Mais uma vez a importância de alguém que te ajude com os afazeres domésticos.
Fontes: Guia do bebê, E-Familynet O Portal da Gravidez, http://clinicafgo.com.br
"Quando você não pode ter o que você quer, é hora de começar a querer o que você tem".
(Kathleen A. Sutton)
"Os homens que não reconhecem quando um coração chora também não sabem sorrir".
(anônimo)

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O Bebê vai nascer!
Você está cheia de dúvidas e acha que não vai conseguir identificar os sinais de que o parto está se aproximando? Fique tranqüila, mãe. Os avisos da natureza são inconfundíveis. Mas, por precaução, elaboramos um guia do trabalho de parto para você saber, detalhe a detalhe, o que acontecerá com seu corpo quando esse momento chegar.

Primeiros sinais
O corpo da mulher dá recados de que está se preparando para o parto com bastante antecedência. O primeiro alerta é a queda, pela vagina, da rolha de Schroeder, um tampão mucoso que bloqueia o colo do útero, impedindo contaminações. Isso acontece, em média, 15 dias antes, mas geralmente passa despercebido. Geralmente, o muco é confundido com um corrimento, pois tem a mesma textura.
Na posição para nascer
Outro aviso é a barriga da gestante, que, por volta da 32ª semana, fica menos empinada. Isso porque o bebê já está em posição cefálica, ou seja, de cabeça para baixo.
Está chegando a hora
A barriga enrijece e surgem manifestações doloridas, fracas e de curta duração, que lembram bastante as da cólica menstrual. Com o passar do tempo, elas vão ficando mais fortes e freqüentes, refletindo-se também nas costas. A bolsa de líquido amniótico pode se romper ou não. O certo é que foi dada a largada: de seis a 18 horas mais tarde, o parto irá começar. Enquanto isso, os músculos do útero contraem-se por isso a dor para que haja a dilatação do colo e o bebê possa descer pelo canal da vagina.
Cronometrando as contrações
O movimento começa do fundo do útero para o colo, retornando novamente ao ponto de início. No intervalo das contrações a barriga fica enrijecida e depois volta a seu estado normal. No início, elas são breves, duram cerca de 40 segundos, e esparsas, a cada 20 minutos. Então se tornam mais persistentes e intensas duas a cada 10 minutos. Se a bolsa se rompeu e o intervalo de tempo entre as contrações chegou a essa marca, já é hora de ir para a maternidade.
Fonte: www.bebe.com.br

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Pré-eclâmpsia
O que é?
(também conhecida por Toxemia e, quando o quadro é acrescido de convulsão e coma constitui-se a eclâmpsia). É caracterizada por hipertensão (alta pressão arterial), edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Se manifesta na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma mas essas condições melhoram com a saída do feto e placenta.

No meio médico, o termo prefervelmente usado é MHEG - Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. O termo toxemia, apesar de consagrado, não é tão fiel, pois nunca se demonstrou a existência de uma toxina que levasse a esta moléstia. A pré-eclâmpsia pode ser leve ou severa (grave). Porque a pré-eclâmpsia pode severamente restringir a circulação sanguínea para a placenta, o bebê pode ser perigosamente afetado. Se não tratada, a pré-eclâmpsia pode se desenvolver em uma eclâmpsia, o que pode ser ainda mais perigoso tanto para a mãe quanto para o bebê.
A retenção de líquidos ocorre porque a toxêmica tem menor capacidade de excretar sódio e portanto, o retém, mesmo sob dietas hipossódicas.
Quais os riscos de desenvolver tal quadro?
Em cerca de 10% das gestações há a incidência de moléstia hipertensiva, em sua maioria, na forma de pré-eclampsia. Assim, para cada 1.000 gestações há 100 gestantes com pré-eclâmpsia (a maioria leve) e uma com eclâmpsia.
A ocorrência também fica mais restrita à primeira gravidez e, embora você possa desenvolver a pré-eclâmpsia mesmo que nunca tenha tido problemas de hipertensão antes, você está em maior risco se já tinha problemas de pressão alta antes da gravidez ou se há casos em sua família.
Como previnir?
A pré-eclâmpsia é relativamente rara e embora não há exatamente como se previnir, o que você pode fazer é assegurar que está tendo bons cuidados pré-natais para detectar o problema ainda nos primeiros estágios e receber um tratamento. Na verdade, os testes de urina e a medição de sua pressão ao longo da gravidez é para detectar problemas como esse.
Como tratar?
O tratamento da pré-eclâmpsia leve resume-se em repouso, de preferência em decúbito lateral esquerdo (acredita-se que essa posição ajuda na circulação sanguínea para o útero e rins) e pouco sal (6g ao dia). Não é aconselhável o uso de diuréticos e hipotensores. Em muitos casos, a pressão arterial volta ao normal com esse tipo de tratamento clínico. O repouso pode ser em casa em alguns casos mas em outros é necessário que seja no hospital. Caso a pressão arterial não abaixe é necessário a observação em leito hospitalar com o objetivo de permitir que a gravidez continue até que o feto esteja em condições (maturidade e peso) para ser extraído, constituindo o tratamento obstétrico. Esse se baseia na antecipação do parto, quando próximo ao termo (39 semanas).
Se houver condições obstétricas favoráveis, pode-se induzir o parto, com o descolamento das membranas, a amniotomia e o uso de ocitocina, se necessário, para obter parto por via transpélvica. Caso não haja condições ou resposta adequada à indução, uma cirurgia cesária pode ser utilizada. O tratamento clínico da pré-eclâmpsia grave é igual ao da eclâmpsia. As pacientes devem estar internadas, fazendo-se uso de anticonvulsivante e medicação antihipertensiva. O tratamento obstétrico é também baseado na antecipação do parto (38a ou 39a semanas) com fórcipe de alívio caso o trabalho de parto esteja presente e avançado ou cesárea, podendo-se utilizar anestesia de condução (a não ser quando as plaquetas estiverem baixas).
Não há evidências de que as mulheres que tiveram pré-eclâmpsia durante a gravidez irão ser hipertensas no futuro, mas se ocorrer hipertensão, será na mesma proporção da população geral e não pela pré-eclâmpsia ou toxemia.
Claramente, a pré-eclâmpsia não deve ser subestimada. Se você notar qualquer sintoma de inchaço excessivo e pressão alta, não exite em comunicar imediatamente o seu médico. Quanto antes diagnosticada, mais efetivo será o tratamento. Quanto ao recém-nascido, encontra-se altos índices de prematuridade (80%), muitas vezes motivada pela própria antecipação do parto, e em 30% dos casos eles são pequenos para idade gestacional.
Fonte: E-Familynet O Portal da Gravidez
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Hoje de manhã, as 09:00, eu e papai fomos fazer outra ecografia do Rafael. Segundo o médico ecografista está tudo ótimo com o bebê e a mamãe aqui. O Rafael já está pesando 2580 Kg. "Eta godinho!!"

Postado por Michele às 11h06
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Parto de Cócoras
Imagine que seu carro pifou e tem que ser empurrado. Me diga o que é mais fácil: empurrar ladeira acima ou ladeira abaixo?... No parto, é a mesmíssima coisa. A lei da gravidade funciona da mesma forma: a mãe tem que empurrar o bebê para fora. É muito mais fácil se ela o empurrar com a gravidade atuando a seu favor.
O parto de cócoras é um parto inteligente. É a posição mais lógica para se ter um bebê por vias naturais, por questões óbvias. No parto de cócoras, a parturiente tem a força da gravidade como aliada. É muito mais fácil o bebê sair por um canal que aponta para baixo (a favor da gravidade) do que por um canal que é inclinado para cima (que é como fica o canal vaginal na posição clássica, com a parturiente em posição horizontal). Muitas mulheres que tiveram filho pelo parto de cócoras asseguram que foi, intuitivamente, a posição mais "confortável" que poderiam ter escolhido. Na posição acocorada, a mulher pode parir muito mais facilmente do que na posição clássica (deitada com as pernas para cima). É muito mais fácil, mais rápido e, portanto, muito menos dolorido! O parto de cócoras não tem nada de complicado nem de misterioso. Há que se desmistificar esta questão. E, também, a mulher não precisa ficar de cócoras no chão, igual a uma índia... não é bem assim. Geralmente, usa-se uma cadeira especial, que existe em muitos hospitais e maternidades em todo o mundo. Trata-se de uma cadeira que muda de posição. A parturiente pode ficar reclinada ou mesmo deitada, se for preciso. Inclusive, é muito prático para os eventuais procedimentos de pontos no períneo, após o parto. Na cadeira você pode ficar sentada em posição "estratégica", e se acocorar nos momentos de fazer força para a expulsão do bebê. A cadeira dispõe de um design que facilita muito a acomodação da parturiente, podendo ela se apoiar e se equilibrar muito bem nos momentos em que deve fazer força. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o parto de cócoras não requer uma preparação específica durante a gestação. Ele não tem nada de especial nem de diferente dos outros. O importante é deixar a natureza da mãe se manifestar. Toda mulher "sabe" como parir - é uma questão de instinto, e o instinto é muito, muito forte, nada pode detê-lo, a não ser, às vezes, a própria mente. Mesmo assim, as caminhadas durante a gravidez são muito recomendáveis. Nada melhor do que elas para ajudar a encaixar bem o bebê na bacia. Além disso, as caminhadas propiciam à mulher uma boa disposição cárdio-respiratória. A posição vertical e o movimento do andar aliados à respiração são extremamente eficientes para o perfeito encaixe do bebê. De forma geral, o parto de cócoras merece ser considerado, com muita atenção, pela futura mamãe e pelo seu médico obstetra.
Quando você for ao banheiro para fazer suas eliminações fisiológicas (das fezes e da urina) não sente no vaso sanitário! Fique na posição de cócoras (squitting, em inglês), com os pés apoiados nas bordas laterais do vaso sanitário. Esta é a posição adotada por todos os primatas deste planeta para executar essas funções fisiológicas. Inúmeros distúrbios e doenças podem ser evitados adotando-se esta posição nas nossas eliminações diárias: a lista de problemas causados pela posição "civilizada" no vaso sanitário é enorme [hemorróidas, incontinência urinária, câncer, apendicite, etc] e pode ser verificada nestas referências.
O parto de cócoras tem sido mais aceito recentemente e é, realmente, uma posição mais favorável para a saída do bebê do útero materno, já que conta com o auxílio da força da gravidade e usa uma musculatura mais apropriada para conseguir a expulsão do ser nascente para a luz. As índias, mais intuitivas que as mulheres civilizadas, costumam sempre usar esta posição durante o trabalho de parto. A posição deitada no período de parto exige o uso de musculatura inadequada para esta função, como o diafragma de um pulmão cheio de ar comprimido. A técnica de Ioga também recomenda esta posição (chamada de Malasana) para o treinamento de gestantes para o parto.

Numa relação sexual entre homem-mulher existe um posicionamento confortável para ambos: o homem deitado, de costas, e a mulher, em cima, de cócoras sobre o pênis do parceiro. Ela fica com o controle da liberdade de movimentos e, se quiser, permite também liberdade de movimento para o parceiro se elevar ligeiramente o assoalho pélvico.
Até o Século 19 todos usavam a posição de cócoras para eliminações fisiológicas, inclusive aqui no Ocidente. Após essa época, passou-se à posição sentada no vaso sanitário e, como conseqüência, começou a surgir inúmeros problemas de saúde na população, praticamente desconhecidos anteriormente. Atualmente, ainda cerca de dois terços da população humana usa a posição (correta) de cócoras no banheiro.
Fonte: http://www.babysite.com.br, http://saudeperfeitarfs.blogspot.com
Postado por Michele às 19h24
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Hoje resolvi trocar o template do meu blog; algo mais personalizado. Fica aqui a imagem do template antigo:

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Neste final de semana teve churrasco na casa da keli e do Marcelo. Foi no domingo de meio dia. Estava muito gostoso! Confira as fotos:
A carne!

O papai Wendel comendo um aperitivo, hum...

Os meninos:



A Keli e o Diego:

Eu e a Keli. PS: Eu não bebi bebidas alcóolicas, só Guaraná!

As meninas:

Um pequeno acidente: a bacia furou!

Postado por Michele às 20h26
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Minha Gravidez Semana a Semana


O bebê está com peso de aproximadamente 2000g e sua medida, da cabeça ao bumbum é de 30cm. Sua medida total é de 43cm. Os pulmões do bebê só estarão prontos poucos dias antes do nascimento mas ele continua praticando seus movimentos respiratórios. No momento ele aspira líquido aminiótico. Sua cabeça está revestida de cabelos. Se o bebê nasce com cabelos grossos, isso não significa que ele terá cabelos grossos mais tarde também. Se ele nascer com cabelos finos, há uma grande possibilidade de que seus cabelos serão finos também mais tarde. Nessa fase o líquido amniótico atinge o seu nível máximo na gravidez. Essa quantidade permanece constante até o final. O rápido crescimento do cérebro aumentou o tamanho da cabeça cerca de 1 cm nessa semana. A gordura continua a se depositar o que torna a cor da pele do bebê de vermelha para rosa.
Mudanças no corpo da mamãe: O seu útero encontra-se agora à 13cm acima de seu umbigo. Com o avanço da gravidez, pode ocorrer de você se assustar com o seu ganho de peso até agora. Nem pense em parar de comer ou pular refeições para desacelerar o ganho de peso. Lembre-se sempre, que o seu bebê também está ganhando bastante peso no momento e isso contribui para que o resultado final de seu peso esteja acima do esperado por você. Continue, no entanto, a se alimentar com alimentos nutritivos e saudáveis.
"O que é certo freqüentemente é trocado pelo que é conveniente".
(Bodie Thoene)
Fonte: E-Familynet O Portal da Gravidez, http://clinicafgo.com.br
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Posições durante o trabalho de parto
Não existem posições ideais para estar durante o trabalho de parto. Mas mudar frequentemente de posição, pode ajudar a relaxar e controlar o desconforto das contrações. A medida que o trabalho de parto avança, tente varias posições, até encontrar uma que a ajude a sentir-se confortável. Seja Criativa!
Algumas idéias que podem ajudar:

Fonte: "Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer" - http://gravidasemforma.blogspot.com
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Parto normal

O parto normal ou vaginal por ser mais parecido com o fisiológico (parto natural) e tem vantagens sobre a cesariana. O corpo da mulher foi preparado para isso, a recuperação é muito mais rápida, há menor chance de hematomas ou infecções, menor risco de complicações para a mãe e menor chance de dor pélvica crônica. Não pense que o parto normal é sinônimo de fortes dores, há técnicas hoje que as aliviam. Quando a mamãe chega ao hospital, vários procedimentos de rotina são realizados, como aferição de temperatura, pressão arterial e freqüência cardíaca. Medidas como o enema (lavagem intestinal) e a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos) não são mais procedimentos de rotina. Durante as contrações, o médico avalia a dilatação do colo do útero. Quando o espaço para o bebê passar for insuficiente, é realizada uma episiotomia, que consiste em um corte cirúrgico feito na região perineal para auxiliar a saída do bebê e evitar ruptura dos tecidos perineais. Quando o colo do útero estiver dilatado por completo e as contrações tornarem-se muito fortes, as paredes do útero farão pressão sobre o bebê e, em conjunto com o esforço da mãe, impulsionarão a criança para fora. Após o alívio da expulsão do bebê, há a saída da placenta onde o útero se contrai mais uma vez para expulsá-la. A sutura da episiotomia quando necessária é feita imediatamente após o parto, cicatrizando em poucos dias.
Indução do parto - Se a gestação já passar de 40 semanas, se há incompatibilidade de Rh, em que a continuidade da gestação expõe a criança aos anticorpos, à diabetes, ao sofrimento da passagem mal-sucedida, ou quando acontece o rompimento prematuro da bolsa d'água, a indução do parto deve ser tentada. A indução consiste em acelerar o trabalho de parto e pode ser feito através do rompimento precoce da bolsa ou com medicamentos.
Fonte: Guia do Bebê
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Etapas do parto normal

A seguir a placenta é expelida.
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Fobias do parto
A partir do terceiro trimestre ocorre um fenômeno da maior importância. Com todas as estruturas fisiológicas formadas e funcionais, a existência no espaço aéreo agora é viável para o feto, que se encontra em pleno e rápido desenvolvimento, ganhando peso e volume. Há, então, uma alteração na dinâmica psíquica da gestante, pois com a possibilidade de vida de seu bebê, mesmo num parto prematuro, altera-se, também, a percepção que tinha dele e que lhe permite começar a pensar quando será o parto e como será. No decorrer das semanas, o corpo da futura mamãe vai se avolumando mais e mais, provocando-lhe um intenso desconforto físico. Percebe-se mais pesada e lenta, sem energia e disposição para manter suas atividades habituais, também porque não mais encontra posição confortável para dormir. Embora todas as gestantes sintam-se mais limitadas, as reações são diferentes. Enquanto umas descansam, ficando um tempo maior deitadas e inativas, outras continuam hiperativas como negando a gravidez, uma vez que a baixa de atividade geral, significaria aumento na angústia. Uma parte considerável delas continua exercendo suas ocupações profissionais e do cotidiano, embora exigindo maior esforço. Com esta realidade que se lhes apresenta, a proximidade do parto é um fato inegável e percebida com grande temor, embora a evolução da obstetrícia moderna tenha diminuído sensivelmente o risco físico tanto para a parturiente quanto para o bebê. Podemos aqui incluir a mulher cuja gravidez foi planejada e que no decorrer desta tenha adquirido um grande amadurecimento emocional, desejando a chegada do bebê. Ela também sente a angústia do parto, embora com um grau suportável. Assim, mais uma vez a ansiedade se exacerba e os sentimentos são ambivalentes: a vontade de terminar a gravidez e ter o filho alterna-se com a vontade de prolongá-la para que possa fazer as adaptações internas e externas necessárias para acolher o bebê. É que neste momento a angústia tem raízes mais profundas e inconscientes. Todos os temores vivenciados desde o início da gravidez se reatualizam, porque com o parto, a mulher terá a constatação se os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas não prejudicaram o feto e se realmente é merecedora de ter um filho saudável e perfeito, ou seja, aquele que ela vai ter que mostrar ao pai, à família e aos amigos em geral. A angústia do parto é, talvez, a mais primitiva que se conhece, pois faz reviver o momento crucial em que ocorre a separação definitiva do corpo materno, quando do próprio nascimento. A ansiedade mais expressiva que surge refere-se à data aproximada do parto: "quando será". Nesta questão, escondem-se outras: "como será o parto, como será o bebê, como serei enquanto mãe, terei condições de assumir o compromisso com esta nova vida..." O conflito entre os conteúdos conscientes e inconscientes, que aparecem mais especialmente nesta etapa, facilita a revivência de conflitos infantis da gestante com seus pais de origem ou irmãos, que antes permaneciam reprimidos. Desta maneira, surge a oportunidade de renegociar suas relações com a história familiar, encontrando novas possibilidades de solução ou então se intensificam os conflitos, o que certamente irá afetar a relação mãe-bebê. Com os movimentos fetais, há, também, uma percepção maior das contrações uterinas, muitas vezes sobressaltando e atemorizando ainda mais a futura mamãe. Pouco antes do oitavo mês, pode se produzir a versão interna, que é o momento em que o feto posiciona-se de cabeça para baixo, à entrada do canal do parto. A percepção deste movimento provoca, inconscientemente, uma intensa crise de ansiedade, cuja sensação consciente é de algo estranho acontecendo, podendo provocar certos processos somáticos, como: diarréias, constipação, aumento de peso excessivo, cãimbras intensificadas, crises de hipertensão e outros, cada um com seu significado psicológico próprio. O mais grave deles é o parto prematuro, quando as crises de ansiedade chegam a níveis insustentáveis. Não tolerando mais a situação ansiógena e precisando livrar-se dela com urgência, a dinâmica psíquica desencadeia o parto, funcionando como uma defesa ante a possibilidade de uma desestruturação psicológica. Todos estes sintomas expressam, além do conflito, um pedido de ajuda e proteção por não conseguir suportar e elaborar a crise de ansiedade. Vale dizer que os temores mais comuns que se expressam na gravidez apresentam um caráter de autopunição, do tipo: temor à morte no parto, à dor, incapacidade de criar bem o filho, ter leite fraco ou mesmo não conseguir produzir leite suficiente, parto traumático por fórceps ou cesariana, morte do filho, filho disforme... enfim, a gestante sente que não é capaz de defrontar-se com o parto e superá-lo. Freqüentemente, nestes momentos de intensa crise, deixa de perceber os movimentos fetais, cuja vivência é extremamente dolorosa e angustiante, pois é associada à possibilidade de morte do bebê. Essa ausência de percepção deve-se à intensidade da angústia, bem como, pelo fato de o feto estar bem desenvolvido e não haver espaço intra-uterino suficiente para suas evoluções, além de que já existe certo grau de encaixamento. É importante lembrar que não são apenas as primíparas a apresentar as fobias do parto. Por serem fobias profundamente enraizadas, ligadas à história da mulher, a esta gravidez, ao modo como sua mãe relatou o seu próprio nascimento, à história do casal e ao que ela espera deste filho, podem atingir as gestantes em outra gravidez e não necessariamente na primeira. É muito comum as futuras mamães terem sonhos referentes ao parto, ao bebê, às alterações do seu corpo e às expectativas em relação a si mesma e ao bebê. O sonho tem uma função fundamental nestes casos, pois oferece a oportunidade de enfrentar antecipadamente a tensão do parto, numa tentativa de dominá-la, não devendo, porém, ser considerado como premonição, pois o verdadeiro significado só poderá emergir durante um trabalho analítico. Atualmente, sabe-se que o futuro papai não fica imune às angústias durante a gestação de seu filho e elas também podem ser expressas através de sonhos e, muitas vezes, de distrações e esquecimentos, o que provocam grandes tensões entre o casal. Por não ter com quem expressar o sofrimento que o atinge, ocorre de modo inconsciente e mais comumente do que se possa pensar, todo tipo de acidentes, depressão e comportamentos de fuga, como excesso de trabalho, novos interesses fora do lar e que atuam como uma forma de chamar a atenção e de reclamar o seu lugar, já que o ambiente imediato está às voltas com a gestante e esta com os preparativos para a chegada do bebê, tendo de lidar, também, com suas próprias ansiedades. Um dos temores mais comuns é não saber reconhecer os sinais do parto e ser pega de surpresa. Assim, a qualquer sinal percebido como estranho, geralmente a gestante vai para a maternidade. Os alarmes falsos têm duas funções tranqüilizadoras: além de permitir a liberação da ansiedade, funciona como um exercício da maneira como deverá se comportar no momento de ir para o hospital. Muitos homens aproveitam para cronometrar o tempo dispendido no percurso, pois o fato de saber em quanto tempo suas parceiras estarão sob cuidados médicos e hospitalares, acalma-os. No caso de existirem outros filhos, estes devem ser preparados para a ausência materna, quando for ter o bebê. Utilizar-se sempre de palavras que expressam a realidade e que estejam de acordo com a compreensão de cada um. Mesmo as crianças de pouquíssima idade e até as que ainda não dominam o vocabulário conseguem captar o sentido do que vai sendo dito e isto as tranqüiliza. No momento em que o parto se aproxima, o ambiente mais próximo, preferencialmente as futuras vovós, entram num estado de grande agitação, fazendo planos e oferecendo assistência e colaboração após o nascimento do bebê. O modo como este movimento será interpretado pela gestante depende de sua história, principalmente na relação com a mãe nos momentos mais precoces de sua vida. Ela poderá se sentir mais segura e agradecida ou, ao contrário, encarar como um comportamento invasivo que vem para confirmar a sua incapacidade em exercer a maternagem adequadamente. Muitas vezes o ambiente imediato não consegue funcionar como continente para todas as angústias, temores, ansiedades e culpas que despertam na futura mamãe, porque também estão revivendo, de forma menos dramática, é verdade, seus próprios temores frente à vida. Assim, a gestante se percebe muito só, sem apoio e proteção, completamente indefesa, o que, por certo, aumentará a angústia, podendo chegar à depressão. Faz-se extremamente prudente e necessário a ajuda de um profissional capacitado que possa acolhê-la, orientá-la e reassegurar-lhe a confiança e o bem-estar neste momento de crise ou mesmo de todo o período gestacional.
Ana Maria Moratelli da Silva Rico - Psicóloga clínica
Fonte: http://fotosdagiovanatexto.blogspot.com/

Postado por Michele às 17h06
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Hoje tive minha consulta de pré-natal, e foi muito boa. Comigo e com o bebê está tudo bem. Porém ganhei meu atestado por causa das minhas mãos que "enformigam" muito e doem, dificultando meu trabalho. A partir de hoje não trabalho mais, pois depois do atestado entro em licença a maternidade. Meu médico já deixou marcada minhas próximas duas consultas com uma outra médica de sua confiança, já que ele vai entrar em férias e viajar. Mas dia 8 de Julho ele já está de volta e minha consulta com ele está marcada para esse dia. Espero que o nenê espere até lá para nascer. Ele me pediu para fazer uma nova ecografia e alguns exames laboratoriais; estou curiosa para ver na eco quanto o Rafael já está pesando!

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Teste do pezinho

Nome popular para a triagem neonatal, o teste do pezinho é feito a partir de gotinhas de sangue colhidas no calcanhar do recém-nascido. Por ser uma parte do corpo rica em vasos sanguíneos, o material pode ser colhido através de uma única punção, rápida e quase indolor para o bebê.
A identificação precoce das doenças detectadas permite evitar o aparecimento dos sintomas, através do tratamento apropriado. Por isso, recomenda-se realizar o teste imediatamente entre o 3º e o 7º dia de vida do bebê. Antes disso os resultados não são muito precisos ou confiáveis.
A partir desse prazo, leve seu filho para fazer o exame o mais cedo possível. Assim o tratamento, se for o caso, será mais eficaz. Hoje existe uma versão ampliada, que permite identificar mais de 30 doenças antes que seus sintomas se manifestem.
Teste do Pezinho - Principais doenças pesquisadas:
*Fenilcetonúria (PKU)
*Deficiência de Biotinidase
*Hipotireoidismo Congênito (HC)
*Anemia Falciforme e outras hemoglobinopatias
*Hiperplasia Adrenal Congênita
*Fibrose Císti*Galactosemia
*Rubéola Congênita
*Toxoplasmose Congênita
*Deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase
*Sífilis Congênita
*Citomegalovirose Congênitas
*Doença de Chagas Congênita
Fonte: Portal da Saúde
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Leite materno: arma contra alergia

Um estudo francês divulgado nesta segunda-feira sugere que o leite materno pode ser essencial para evitar que os recém-nascidos desenvolvam alergias ao crescer. A partir de experimentos feitos em ratos de laboratório, cientistas do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm, na sigla em francês) descobriram que o leite materno funciona como um veículo de substâncias alergênicas (que provocam alergia), passadas das mães para os filhos na amamentação. Essa "transmissão" pode significar para os bebês uma vida livre de alergias no futuro.
Para entender a experiência, podemos pegar o exemplo da asma, doença alérgica que afeta mais de 300 milhões de pessoas no mundo hoje. Na raiz, a asma é uma reação do sistema imunológico do corpo – responsável por combater os elementos invasores, como vírus e bactérias – à entrada de uma substância comum: a poeira, por exemplo. Ao reconhecer a poeira como elemento "estrangeiro", o corpo tenta expulsá-la, por meio de tosses e do estreitamento das vias respiratórias.
Para muitas pessoas, a doença representa uma vida inteira de remédios, seja para amenizar a reação imunológica, seja para alargar as vias respiratórias e acabar com a falta de ar. De acordo com os pesquisadores franceses, no entanto, boa parte dos casos poderiam ser evitados caso as vítimas tivessem sido alimentadas com leite materno por mais tempo.
Tolerância – Para chegarem a esta conclusão, os cientistas fizeram as mães de ratos recém-nascidos aspirarem uma proteína contida na clara do ovo, considerada uma substância alergênica, sem que os filhotes fossem expostos a ela. Depois da amamentação, testes nas ninhadas comprovaram que a substância havia sido passada para eles via leite materno. Dessa forma, argumentam os franceses, os ratinhos teriam se tornado tolerantes à substância – seus corpos não a estranhariam no futuro.
Segundo os cientistas, seu estudo pode estimular a realização de novas pesquisas no sentido de estabelecer as ligações entre a amamentação e a prevenção às alergias. Especialistas no assunto, porém, alertam que é preciso cautela, uma vez que o mecanismo observado nos ratos pode não se repetir em seres humanos.
Fonte: Veja
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Amamentação nutre e reforça os laços

A amamentação é um dos momentos mais íntimos de uma mulher e torna aindamais estreita a relação entre mães e filhos. Além de um ato de amor ecarinho, ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável dospequenos."A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses e, a partir dai,complementada com outros alimentos, que serão introduzidos gradativamente. Oideal é que ela seja mantida até a criança completar dois anos", diz apresidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira dePediatria, Elsa Guigliani.O leite materno contém todos os ingredientes necessários à boa formação dobebê, como proteínas, anticorpos, gordura, vitaminas, ferro, açúcar, enzimase fatores que propiciam o crescimento. Além disso, ele promove maiorresistência à infecções, previne alergias, inclusive a asma, e problemascardiovasculares na fase adulta. Outra grande vantagem do leite materno éaumentar a capacidade cognitiva da criança, favorecendo a inteligência edesenvolvimento social.Apesar da grande importância da amamentação, muitas mulheres se senteminseguranças em relação à qualidade do leite e acabam interrompendo oprocesso por temer que o leite seja fraco ou por acharem que a criança nãoestá ganhando peso."A sociedade inventou o mito do leite fraco para justificar a falta deinformação ou até limitações da mulher que a impedem de amamentar. Nãoexiste leite fraco e, se o bebê chora de fome no intervalo das três horas damamada, é porque há diferenças fisiológicas que o fazem ter necessidade demamar mais vezes ou até porque o bebê pode sugar o leite de maneira errada,desperdiçando o final da mamada, onde a mãe fornece o leite que sacia e quetem mais gordura", diz Elsa.O importante é saber que a mãe não deve deixar de amamentar e que, aocontrário do que se imaginava até a década de 70, o leite de vaca não é omais indicado para os bebês. Ele contém mais gordura e sua proteína não éfacilmente digerida. O bebê ganha peso e tem menos fome, mas isso nãosignifica que esteja mais bem alimentado.
Fonte: *Terra Saúde*
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Amamentação reduz risco genético de infecção de ouvido

GALVESTON, EUA - A amamentação protege crianças que, por predisposição genética, são mais vulneráveis a infecções de ouvido, dizem pesquisadores da Universidade do Texas em Galveston. Cerca de 19% das crianças sofrem com uma tendência para infecções crônicas, a chamada otite média. Cientistas já sabiam que a genética desempenha um papel nessa propensão.
O estudo dos pesquisadores do Texas, publicado na edição de dezembro do periódico Pediatrics, examina amostras genéticas de 505 crianças, 60% das quais consideradas suscetíveis à infecção, porque haviam sofrido do problema antes dos seis meses de vida; haviam passado por três ou mais episódios da doença num período de seis meses; tinham sofrido quatro ou mais episódios em 12 meses; ou já haviam sofrido de seis ou mais episódios até os seis anos.
O principal autor do trabalho, Janak A. Patel, explica que duas variações genéticas foram identificadas como indicadoras de risco elevado para a infecção de ouvido. Em seguida, os cientistas determinaram que os efeitos dessas variações, que levam à produção excessiva de moléculas envolvidas no processo de inflamação e reduzem a eficácia do sistema imunológico, poderiam ser contrabalançados pela amamentação que, sabe-se, eleva a resistência imunológica.
FONTE: Jornal Imirante

Postado por Michele às 20h15
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Nossa gente como o tempo passa, parece que foi ontem o dia em que peguei meu exame com o resultado positivo nas mãos; e agora faltam algumas semanas para meu bebê nascer. E eu estou com uma barriga enorme, me sentindo pesada e cançada. Amanhã tenho consulta de pré-natal e vou pedir um atestadão até o dia em que começa a minha licença a maternidade, que é no dia 8 de Junho. Meu trabalho está muito puxado para mim agora, sem contar nas minhas mãos, que por causa do edema (inchaço) está cada vez pior; vive "enformigada" e quase não tenho sensibilidade nos dedos. Isso pode ser perigoso, pois por causa disso, corro o risco de sofrer um acidente de trabalho. E ainda, está cada vez mais difícil para mim dirigir o carro e ir para aula e para o trabalho; imagina ir de ônibus, é pior ainda; e de táxi é muito caro! Ainda bem que na faculdade tenho direito de fazer o último mês da gravidez em casa, isso siginifica mais uma semana de aula! Bom esse foi meu desabafo do dia...estou torcendo para que as semanas passem logo e esse período cansativo acabe!

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Quando o bebê não dá a volta
Uma das preocupações dos pais à medida que se aproxima o final da gravidez é saber se o bebê «já deu a volta». E se não chegar a virar-se de cabeça para baixo? Como será o parto?
O bebê em apresentação pélvica é aquele que se encontra longitudinalmente no útero materno, com a cabeça junto ao fundo uterino e as nádegas ou os pés junto ao canal de parto.
Esta situação acontece em cerca de 3 a 4% das gestações de termo (entre as 37 e as 41 semanas).
Independentemente da via de parto - parto vaginal ou cesariana - sabe-se que o risco de morte destes fetos antes, durante e após o parto é cerca de duas a quatro vezes superior relativamente aos fetos em apresentação cefálica. Este risco atribui-se à maior percentagem de malformações fetais, parto pré-termo e prolapso do cordão, durante o trabalho de parto, associados a este tipo de apresentação fetal.
Por que é que o bebê não «deu a volta»? Na maioria dos casos não se sabe a razão pela qual os bebê adotam a posição pélvica no útero materno, mas existem situações mais frequentemente associadas a esta situação:
- Prematuridade
Quanto mais pequeno for o feto, maior é a área de mobilidade in útero, pelo que não sente necessidade de se acomodar ao útero materno, posicionando-se mais frequentemente com a pélvis junto ao canal de parto.
- Malformações uterinas ou massas pélvicas
No caso de miomas, aderências ou alterações anatômicas do útero materno, bem como aumento de volume dos ovários ou trompas, por formações sísticas ou outras, os fetos podem ter necessidade de adotar posições mais confortáveis do que a vulgar apresentação cefálica.
- Malformações ou anomalias fetais
Fetos com lesões ou malformações ao nível do cérebro, nervos, músculos ou membros apresentam menor capacidade de mobilização dentro do útero, impedindo-os de se posicionarem de uma forma mais adaptada à cavidade uterina.
- Multiparidade
Em grávidas já com um ou mais filhos, a capacidade de distensão uterina é maior, pelo que os fetos têm a capacidade de adotar diferentes posições igualmente confortáveis.
- Gravidez gemelar
No caso de gémeos, o espaço dentro da cavidade uterina tem que ser partilhado, pelo que por uma questão de aproveitamento da área existente, um dos fetos pode apresentar-se pélvico;
- Anomalias no volume do líquido amniótico
Em casos de líquido amniótico aumentado na bolsa onde o feto se encontra, a capacidade de mobilização fetal é bastante maior, não havendo necessidade de adaptação da cabeça ao canal de parto. Quando o líquido se encontra reduzido, o feto tem mais dificuldade em mobilizar-se, pelo que se torna complicado «dar a volta» e colocar-se de cabeça para baixo.
- Tipo de inserção da placenta
Situações em que a placenta se encontra prévia, ou seja, a tapar o orifício de saída do útero, pode existir dificuldade na adaptação da cabeça fetal ao canal de parto, bem como uma menor mobilidade fetal pela posição baixa de inserção do cordão umbilical.
Diferentes posições:
Os bebês pélvicos podem apresentar três posições distintas no útero materno:
- Modalidade Incompleta Modo de Nádegas
Esta é a posição mais comum dos fetos pélvicos, encontrando-se em 50 a 70% dos casos. Apresentam as coxas fletidas sobre o abdomen e as pernas em extensão, de forma a que os pés se encontrem junto à sua face.
- Modalidade Incompleta Modo de Pés
Na segunda posição mais frequentemente encontrada (10 a 30% dos casos), pelo menos um dos membros inferiores apresenta-se em extensão total, com o pé junto ao canal de parto.
- Modalidade Completa
Esta é uma situação rara (5-10% dos casos), em que as coxas e as pernas do bebé se encontram igualmente fletidas, de forma a que ambos se encontrem junto ao canal de parto.

Vigilância da Gravidez:
A vigilância da gravidez para um bebê pélvico é igual à de qualquer outra gravidez. No entanto, é fundamental conhecer a situação antes do parto para que tudo seja planeado da melhor forma, quer para o feto, quer para a mãe. Assim, a consulta das 36 semanas é imprescindível para a confirmação da posição fetal, a qual, na maioria das situações, se mantém até ao momento do parto. Esta pode ser conhecida através da palpação fetal via abdominal materna, do toque vaginal e da ecografia que, em última análise, confirma inequivocamente a posição do feto. Além da posição, a ecografia é imprescindível para o diagnóstico da modalidade do pélvico e cálculo da estimativa do peso fetal, as quais terão implicações na decisão da via de parto. Ao confirmar-se a existência de um feto pélvico, sem malformações aparentes e sem contra-indicações para parto via vaginal, por volta das 37 semanas, é possível tentar reverter a situação, ajudando o feto a posicionar-se de cabeça para baixo, com uma pressão e manipulação fetal via abdominal materna. Esta técnica obstétrica, chamada Versão Externa, é realizada por um obstetra experiente em meio hospitalar, sob monitorização fetal contínua (CTG), após administração de um relaxante muscular uterino, no sentido de facilitar a manobra. A taxa de sucesso ronda os 60%, encontrando-se dependente da experiência do obstetra, da quantidade de líquido amniótico, do panículo adiposo abdominal materno, da paridade materna (número de partos anteriores), da idade gestacional, da posição do dorso fetal, da modalidade da apresentação e da inserção placentar. Após uma Versão Externa eficaz, a taxa de retorno do feto à apresentação pélvica, nos dias subsequentes, é da ordem dos 3 a 5%. Importa salientar que, apesar de esta técnica ter benefícios, os riscos podem existir num pequeno número de casos, obrigando à suspensão imediata da técnica e, por vezes, a uma cesariana de emergência. Destes, destacam-se a rotura de membranas, o descolamento placentar, as hemorragias feto-maternas, a compressão do cordão umbilical e as lesões fetais ósseas ou viscerais.
Como Nascem os Fetos Pélvicos?
A melhor forma de nascimento para os fetos pélvicos tem sido alvo de grandes controvérsias obstétricas, desde há vários anos, pelo que os estudos científicos não têm parado no sentido de apurar quais os riscos e benefícios materno-fetais, inerentes às duas possíveis vias de parto (parto vaginal ou cesariana). Assim, na sequência do primeiro grande estudo multicêntrico realizado a nível Mundial (Term Breech Trial), em 2001, o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG) recomendou a realização de Versão Externa sempre que possível e, caso não fosse eficaz, a realização de cesariana programada nos fetos pélvicos, exceto em caso de parto eminente ou em gestações gemelares com o segundo feto nesta apresentação. A razão desta decisão prendeu-se com os resultados talvez prematuros do dito estudo que revelava uma morbimortalidade perinatal superior em caso de parto via vaginal. Depois destes resultados publicados e da recomendação emitida pela ACOG, o número de cesarianas por apresentação pélvica aumentou exponencialmente, deixando para trás a via vaginal, a qual se tornou uma raridade nos últimos cinco anos. Os estudos científicos não pararam e muito se tem contraposto relativamente aos resultados polémicos do Term Breech Trial. As contestações científicas têm sido variadas, pondo-se mesmo em dúvida a forma como o referido estudo terá sido realizado e estruturado. Os resultados científicos mais recentes publicados a longo prazo em termos de morbimortalidade infantil e desenvolvimento psico-motor das crianças que foram fetos pélvicos, não revelam diferenças estatisticamente significativas entre as duas vias de parto, não podendo ser esquecido o maior risco materno no grupo das cesarianas, inerente a uma cirurgia. Na sequência dos novos conhecimentos, a ACOG reformulou as suas recomendações em caso de fetos pélvicos, readmitindo a hipótese de parto via vaginal, desde que respeitados criteriosamente requisitos impostos pela mesma.
Fonte: http://babyblogs1.blogspot.com/
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Estudo liga parto pélvico de bebê a genes dos pais

Alguns bebês chegam ao mundo com as nádegas na frente por predisposição genética herdada do pai ou da mãe, segundo um estudo de cientistas noruegueses.
Cerca de um em cada 20 bebês nasce nesta posição - a chamada apresentação pélvica do bebê -, que tem um risco maior de complicações no parto em comparação com o nascimento em que o bebê está em posição cefálica – quando a cabeça vem na frente.
O estudo, da Universidade de Bergen, na Noruega, publicada na revista especializada British Medical Journal, analisou dados de 387 mil bebês nascidos entre 1967 e 2004 e concluiu que um bebê filho de pai ou mãe que tenha nascido com apresentação pélvica tem o dobro de chances de nascer nesta posição.
Mas parteiras afirmam que os pais não devem se preocupar já que um em cada quatro bebês está na posição errada no meio da gravidez, mas apenas de 3% a 4% dos bebês não está em posição cefálica na hora do nascimento.
As razões precisas para o nascimento de um bebê nesta posição não são conhecidas, mas a anatomia da mãe, em particular o formato de seu útero, pode ter um importante papel nesse mecanismo.
O nascimento natural é o em que o bebê nasce com a cabeça saindo na frente, e depois o corpo, e outras posições aumentam os riscos de problemas respiratórios na hora do parto.
Por conta disso, muitas mulheres cujo bebê tem apresentação pélvica optam pela cesariana.
Genes
O estudo norueguês concluiu que o risco de apresentação pélvica passado ao bebê é idêntico tanto do pai como da mãe, no caso de ambos terem nascido desse mesmo jeito.
Mas outros especialistas afirmam que a relação não é tão clara assim. A bióloga Janet Hardy, especialista em saúde pública da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, afirma que poderia haver um fator separado, e não pré-determinado, que aumentaria o caso de apresentações pélvicas nessas famílias.
Segundo ela, “médicos devem continuar buscando informações durante os cuidados do pré-natal sobre a apresentação do pai e da mãe na hora de seus nascimentos e outros fatores de risco potenciais para a apresentação pélvica”.
Mervi Jokinem, do Royal College of Midwives, que forma parteiras na Grã-Bretanha, disse que as conclusões são “intrigantes”.
“Sempre tendemos a achar que as mães sabem como nasceram, e algumas parteiras perguntam aos pais também, apenas para registrar as informações na ficha da parturiente.”
“Mas no fim das contas, as mulheres não devem se preocupar muito sobre a possibilidade de uma apresentação pélvica, desde que ela esteja recebendo os cuidados adequados no pré-natal.”
Henry Annan, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, que forma obstetras e ginecologistas, disse que a apresentação pélvica praticamente dobra as chances de riscos de complicação para o bebê.
“Ter um bebê na apresentação pélvica aumenta os perigos, mas com cuidado apropriado, as chances são de que o bebê vai nascer saudável.”
Fonte: BBC Brasil
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Postado por Michele às 15h03
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Minha Gravidez Semana a Semana


O bebê está com peso de aproximadamente 1800g e sua medida, da cabeça ao bumbum é de 29cm. Sua medida total é de 42cm. Os membros do bebê estão já tomando formas mais macias e o seu corpo é proporcional ao tamanho de sua cabeça. Ele está cada vez mais parecido com um recém-nascido. Você poderá notar uma diminuição de frequência em seus movimentos agora mas, não com o que se preocupar, isso ocorre porque ele está ficando quase sem espaço para virar-se e fazer suas brincadeiras de costume. Mas quando você sentir alguns movimentos notará que eles estão mais fortes que antes. Embora seu espaço já esteja ficando esprimidinho, acredite ou não, ele ainda tem muito o que crescer até o dia de seu nascimento. Os órgãos do bebê continuam a aproximar-se da maturidade. Os olhos se abrem na fase alerta e se fecham durante o sono. A cor dos olhos é geralmente azul, embora a pigmentação permanente ainda não esteja totalmente desenvolvida. A formação final da pigmentação dos olhos (a cor dos olhos) requer exposição à luz e usualmente acontece poucas semanas após o nascimento. O feto começa a desenvolver seu próprio sistema imunológico. As unhas dos dedos das mãos ultrapassam as pontas e o feto pode se arranhar. Os cabelos continuam a crescer.
Mudanças no corpo da mamãe: O seu útero encontra-se agora à 12cm acima de seu umbigo. Este último trimestre deve ser também o que você mais peso ganhou. Mas o fato de o bebê estar engordando bastante também influencia no seu ganho de peso.
Se você ainda tem dúvidas com relação ao parto e ao hospital onde ganhará o seu bebê, não deixe de acertar todos os detalhese com o seu médico, como o tipo de parto desejado e se o hospital oferece e tem condições de atendê-la em sua escolha. O dia do parto está chegando e nunca se sabe se o bebê vai decidir nascer antes da hora ou se você precisará de uma internação antecipada. Mantenha tudo em ordem. Se algo inesperado acontecer, você não será pega de surpresa. Prepare também o enxoval do bebê, se você ainda não o fez. Se você tem outra(s) criança(s) em casa, providencie ou já tenha em mente quem é que vai poder ficar com ela(s) enquanto você estiver no hospital.
Fontes: E-Familynet O Portal da Gravidez, http://clinicafgo.com.br
"As pessoas que realmente importam não são aquelas com credenciais, mas aquelas que se preocupam".
(Max Lucado)

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Cuidado com a água
Bebês até aos seis meses não devem beber água. Dar-lhes água é sujeitá-los a riscos desnecessários.

Não deve se oferecer água aos bebês com menos de seis meses. Mesmo que sintam sede, a bebida que devem beber é leite materno ou, em alternativa, leite especial adaptado.
A equipa de médicos do Centro Infantil Johns Hopkins, em Baltimore, fez recentemente um alerta aos pais: dar demasiada água a um bebê com menos de seis meses pode provocar uma complicação grave, habitualmente designada por «intoxicação pela água» (hiponatremia). Os bebês são mais vulneráveis a esta complicação pelo baixo volume de sangue em circulação e pela imaturidade dos seus rins, que faz com que libertem grandes doses de sódio juntamente com a água em excesso. Essa libertação pode levar a um perigoso decréscimo no nível de sódio, o que afeta a atividade cerebral e pode, em casos extremos, levar ao coma.
Os sintomas de uma «intoxicação pela água» são irritabilidade, sonolência e outras perturbações do estado de humor, seguidas de baixa temperatura corporal, edema (inchaço) e suores na face, convulsões. Os primeiros sintomas podem ser muito sutis, por isso os pais podem não ter dado conta de nenhuma alteração significativa até chegarem as convulsões. Bebês que frequentam programas de adaptação ao meio aquático podem beber enormes quantidades de água durante uma sessão.
Os pais devem estar atentos a este fato e evitar ao máximo que o bebê engula água. Dar água a um bebê com menos de seis meses pode ainda ter consequências a nível do seu desenvolvimento, sobretudo se for dada regularmente.
A água substitui no estômago do bebê o lugar do leite, rico em nutrientes, e pode reduzir o seu apetite para mamar, condicionando assim o seu crescimento. Mesmo em situações excepcionais...
É claro que os pais temem o risco de desidratação, sobretudo quando o calor se torna excessivo, ou quando há vômitos e diarreias. Mas, mesmo nestes casos, um bebê que está a ser amamentado recebe do leite materno toda a quantidade de água necessária - o leite materno tem 87 por cento de água na sua constituição. Mesmo que haja perdas de líquido excepcionais, amamentar com mais frequência é suficiente para evitar a desidratação, até porque no início da mamada, o leite é mais diluído - contém mais água do que no final.
Se está a ser alimentado por leite adaptado também não deverá necessitar de água, salvo por indicação médica. Se um bebê tem perdas de líquido acentuadas pelo calor excessivo, por vômitos ou diarreia e a sua alimentação já é constituída por sólidos pode ser oferecida água, mas sempre em doses reduzidas. Há especialistas em nutrição e desenvolvimento que consideram que mesmo até aos 12 meses de idade o bebê não precisa de água, desde que o leite materno continue a fazer parte da sua alimentação.
Fonte: http://babyblogs1.blogspot.com
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Convulsões febris

O que são?
"As convulsões febris são convulsões que aparecem nos primeiros anos de vida – entre os 6 meses e os 6 anos – na presença de uma doença febril geralmente benigna e sem que haja uma lesão neurológica causal."
Quem afetam?
"As convulsões febris afetam 3 a 5% das crianças com maior frequência no sexo masculino, existindo uma predisposição familiar para o seu aparecimento. A probabilidade de ocorrência deste tipo de convulsões é maior nos 3 primeiros anos de vida, diminuindo progressivamente até por volta do 6 anos."
Como se manifestam?
"As convulsões febris surgem habitualmente no início de uma doença febril coincidindo o seu aparecimento com a subida da temperatura, o que faz com que sejam muitas vezes o primeiro sinal de uma infecção na criança. A criança pode parecer estranha por momentos, depois o seu corpo fica rígido, com movimentos involuntários e descoordenados da cabeça e membros, podendo ainda revirar os olhos, espumar pela boca e ficar com cianose (tom azulado da pele), particularmente à volta da boca. As convulsões febris são habitualmente de curta duração – 1 a 2 minutos – mas podem durar até 15 minutos e, excepcionalmente, mais do que isso. Durante esse período a criança não está consciente mas a sua recuperação é rápida após o fim da convulsão, embora possa haver um período de sonolência depois da crise."
O que fazer perante uma convulsão febril?
"As atitudes a tomar durante uma convulsão febril visam principalmente proteger a criança de qualquer traumatismo acidental. Assim, deve deitar-se a criança no chão ou outra superfície plana, afastada de objetos duros ou aguçados que a possam magoar, colocar a cabeça de lado de forma a que a saliva escorra da boca sem que se engasgue, e libertá-la de roupa em excesso. Não se deve introduzir nada na boca da criança, nem tentar agarrar-lhe a língua ou impedir os movimentos involuntários característicos das convulsões. Logo que possível deve avaliar-se a febre e administrar-se um medicamento adequado para a baixar. Após a convulsão convém contactar o médico assistente para que avalie e trate a causa da febre, já que a convulsão febril em si não necessita de tratamento."
Que consequências tem uma convulsão febril para a criança?
"As convulsões febris não são perigosas para a criança, se excluirmos o risco de traumatismo acidental por bater em qualquer objeto próximo. Elas não causam lesões cerebrais ou neurológicas, atraso mental ou outros problemas a longo prazo. O fato de uma criança ter convulsões febris não condiciona o aparecimento posterior de Epilepsia. A Epilepsia é uma doença neurológica que se caracteriza por convulsões múltiplas e recorrentes, que não são causadas pela febre. O risco de sofrer de Epilepsia é apenas ligeiramente superior nas crianças que tiveram convulsões febris, particularmente nas que tiveram mais que cinco episódios ou convulsões com uma duração superior a 15 minutos (convulsões febris complicadas)."
Qual a probabilidade de recorrência das convulsões febris?
A probabilidade de ocorrência de uma segunda convulsão está relacionada com a idade de aparecimento da primeira. Quando a primeira convulsão surge antes dos 12 meses de idade há 50% de possibilidades de ocorrer uma segunda convulsão. Já as crianças que tiveram a primeira convulsão a partir do segundo ano de vida têm apenas 30% de hipótese de vir a ter outra. Embora as convulsões febris possam repetir-se em diferentes episódios febris, é muito raro que surjam de novo durante o mesmo episódio."
Que exames deve fazer uma criança que teve uma convulsão febril?
"Após uma convulsão febril a criança deve ser observada pelo médico para que este procure identificar a causa da febre. O diagnóstico da convulsão febril é clínico e não necessita de exames complementares, tais como EEG, TAC ou Ressonância Magnética para a sua confirmação. Na maioria dos casos não será necessário fazer nenhum exame, a não ser excepcionalmente para confirmar a causa da febre. Perante uma primeira convulsão febril, particularmente durante o primeiro ano de vida, poderá ser necessário fazer uma punção lombar para excluir a hipótese de uma meningite."
Como se trata uma convulsão febril?
"As convulsões febris não necessitam de tratamento específico, com excepção dos casos raros de convulsões mais prolongadas que poderão beneficiar do uso de um anticonvulsivante prescrito pelo médico. Para além do controle da temperatura, a observação da criança permitirá decidir se é necessário administrar medicamentos que tratem a doença que causou a febre."
Como se previnem as convulsões febris?
"Na maioria das situações não há indicação para instituir um tratamento preventivo para as convulsões febris, já que o benefício da medicação não seria superior aos seus riscos. Excepcionalmente, esse tratamento poderá ser necessário, quando se trata de convulsões febris frequentes ou complicadas (com duração superior a 15 minutos).A prevenção das convulsões deve basear-se no controle cuidadoso da febre, mantendo a criança doente com roupa ligeira e em ambiente pouco aquecido, administrando precocemente medicamentos antipiréticos (que baixam a temperatura) quando tem febre. As pessoas que cuidam da criança devem estar informadas da possibilidade de ocorrência de uma convulsão se a criança tiver febre, conhecer a forma adequada de vigiar e controlar a temperatura, bem como as atitudes corretas a adoptar perante uma convulsão."
Fonte: http://babyblogs1.blogspot.com/
Postado por Michele às 16h23
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Para refletir - aborto
A condição para acreditar: basta estar vivo
"Se perguntarem o meu nome, responderei que não tive a oportunidade de ter um. Creio que seja muito dificil imaginar como isso pode acontecer. Talvez, essa seja a diferença entre a loucura e a sanidade. Nas próximas linhas tentarei escrever um pouco da minha história, o que para muitos pode parecer absurda. Mas a quem pertence a verdade?
Finalmente eu havia chegado à barriga de minha mamãe. Quanto tempo eu havia esperado para ter essa oportunidade. Ela estava desconfiada, mas não tinha certeza da minha presença junto a ela. Enquanto isso, meu corpo começava a tomar forma. Meu coração batia e nada melhor que estar em um lugar tão aconchegante para se fazer ser notado e ter a sensação de ser aceito nessa família. Quanto ao meu pai, ele estava ocupado com muitas outras coisas. Acho que ele nem liga se estou ou não aqui. Passado alguns dias, mamãe foi a uma farmácia e fez um teste de gravidez. Vocês podem imaginar o resultado: Positivo. Percebi que algumas lágrimas começaram a cair de seus olhos e que elas não eram de alegria, como eu tinha um dia imaginado. Nesse exato momento, uma sensação de que algo devia estar errado passou pela minha mente, mas não conseguia entender nada, já que eu estava me desenvolvendo bem. Um forte aperto tomou conta de meu peito.
Por alguns instantes fiquei completamente atordoado e paralisado. Nesse intervalo de tempo, mamãe chegou em casa e foi direto para o seu quarto. Chorou desesperadamente. Eu tinha muita vontade de ajudá-la e de dizer-lhe para que se cuidasse bem. Em um movimento repentino, levantou-se da cama. Foi para a cozinha e fez um chá. Conversei comigo mesmo:
- Lá vou eu receber meu primeiro remedinho para ficar forte.
No entanto, sentia em minha mãe algo que não era muito bom. Aquela água quente, misturada com alguma coisa, que dizem que é uma erva, me atingia, não pelo que continha, mas pelo sentimento ruim de minha mãe. Ela retornou para o seu quarto e dormiu. E eu também. Acordei assustado com minha mãe dizendo para meu pai:
- Estou grávida. Não sei como isso aconteceu. Não quero essa coisa dentro de mim.
Ao decifrar que aquilo que ela estava dizendo se referia a mim, fiquei perplexo e com muito medo. Logo pensei:
- Como ela pode não me querer se eu já estou aqui?
Essa pergunta não saiu mais de minha mente. Não podia acreditar que ela seria capaz de tirar a minha oportunidade de viver. Assim se passaram dias. Vocês, nesse momento, devem estar se perguntando: E ele como deveria estar se sentindo? Posso lhes responder:
- Bem quietinho, sem movimento. Não era louco de me mexer e deixá-la zangada. Aí sim, eu poderia dar motivo para ela não me querer.
Finalmente ela foi a um médico. Ele examinou e disse:
- A Senhora está grávida de dois meses. Parabéns!
Pela notícia, dei duas voltas em mim mesmo de tanta alegria. Juro, se eu tivesse as minhas mãozinhas grandes eu ficaria batendo palmas. Ela saiu do consultório e foi até um outro lugar, o qual eu não conseguia identificar. A impressão que parecia é de um local impregnado de dor e principalmente sangue. Após ter entrado, ela esperou por algumas horas, quando então entrou um homem, e pediu para ela se dirigir a uma sala e disse:
- O que a Senhora está fazendo aqui? Ela respondeu:
- Eu estou grávida de dois meses e não quero ter esse filho. Não posso tê-lo. Não foi planejado. Ele não faz parte da minha vida.
Dentro da barriga, eu não conseguia acreditar no que eu estava ouvindo.
Ele respondeu sobre as possibilidades de fazer um aborto, e abruptamente minha mãe o interrompeu:
- Não importa a maneira como será feito. Quero que seja feito imediatamente.
Foi quando ela passou para uma sala. Tinha uma mesa e ela deitou. Ele colocou um aparelho em minha mãe e com uma pinça agarrou o seu útero, que diga de passagem é o local onde eu estava naquele momento. Tentava permanecer longe do local onde era mexido. Fiquei com muito medo. Um pavor começava a tomar conta de mim. Não conseguia controlar o meu corpo. Minha mente era somente medo. Os pensamentos se concentravam na palavra medo. E aquele homem continuava a mexer. Ele introduzia uma barra de ferro tentando me atingir. Foi quando eu gritei:
- Pare com isso!
Ninguém me ouvia. Naquele momento, todos estavam surdos. A minha dor era enorme. Sentia-me completamente abandonado, e a esperança em viver estava chegando ao fim. Como última tentativa, sem forças, disse:
- Por favor, deixa-me viver... Foi quando um instrumento de ferro atingiu diretamente meu peito, fragmentando totalmente meu corpo. Lamento de não ter tido tempo para dizer que eu somente queria viver e amar.
Essa é uma história de alguém que não existiu. Por maior que seja dúvida de sua existência, certamente é uma daquelas que não houve vitoriosos. De tudo isso sobrou dor, ódio e culpa. Toda verdade é relativa. O único sonho que não morre é a liberdade. Para almejá-la deverei estar vivo. Acreditar faz parte dos sentimentos mais nobres que o ser humano possui. Aos que acreditam, lutem. O destino do homem nunca esteve nas suas próprias mãos, mas na eterna possibilidade de educar os seus desejos."
Dorval Tessari - Obstetra e Ginecologista
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Silêncio de uma alma

"Desde os primórdios da humanidade, os fatos cotidianos da vida proporcionaram ao homem adquirir conhecimentos e armazená-los. Com o passar do tempo, aqueles conhecimentos deixaram a consciência e passaram ao inconsciente, ficando armazenados em um centro de memória. A partir de então, para que nunca mais fossem esquecidos, foi necessário estabelecer princípios que pudessem nortear a convivência entre eles. Entre todos, dois se destacam: o princípio à vida e o princípio à liberdade. De tempos em tempos, movimentos que propagam o aborto se manifestam e procuram defender seus direitos. Nesse momento, deve ser feito um questionamento: que direito é esse que tem como pedra fundamental a morte? Não satisfeitos, muitos outros dirão que a mulher é dona de seu próprio corpo, e eu afirmarei que a vida é uma condição singular, e por não ser propriedade, não possui registro de posse e muito menos deveria estar sujeita à vontade de outro. Outros tantos dirão que a legalização do aborto é uma forma de justiça social, e eu responderei que se a morte fosse o princípio da vida, talvez eu concordasse, porém, a justiça social preconizada pelas pessoas que defendem essa idéia é dar condições legais a um massacre coletivo contra aqueles que estão destituídos de poder e ansiosos por viver. Muitos outros dirão: e os fetos malformados? Terão condições de viver bem? Como poderão sobreviver a um mundo como esse? Essas perguntas estão fundamentadas no seguinte paradigma: Se a presença de algo irá me oferecer desprazer (dor, sofrimento) a eliminação de sua presença me trará o prazer. E, para completar, diria: Como poderia denominar um tratamento, aplicado a um ser humano, que tem como único objetivo a morte?
Opiniões divergentes devem ser ouvidas, desde que a vida e a liberdade individual sejam respeitadas. A discussão somente ocorre quando houver igualdade de formas para que os pensamentos possam ser assim analisados. Quanto aos legisladores, responsáveis por redigirem as leis, sugiro que pensem: a caneta que será usada é de tecido humano fragmentado; a tinta, de sangue dos inocentes; o papel, o lençol manchado da ignorância. Por fim, os gritos de dor das almas inocentes não serão ouvidos pela surdez ocasionada pelo exercício impiedoso do poder. Cabe ao Estado proteger a vida. A utilização de recursos públicos para promover tal prática deveria ser considerada crime. Não há dúvida: o aborto é uma condenação sumária de morte, sem direito à defesa, cujo crime do feto é o de possuir dentro dele um desejo muito grande de viver e tendo como única arma o seu profundo e imenso amor."
Dorval Tessari - Obstetra e Ginecologista
OBS: Dorval Tessari é o médico que está cuidando de mim e do Rafael!
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Postado por Michele às 22h34
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Minha Gravidez Semana a Semana


O bebê está com peso de aproximadamente 1600g e sua medida, da cabeça ao bumbum é de 28cm. Sua medida total é de 40cm. Os pulmões e o aparelho digestivo do bebê estão quase prontos. O seu crescimento diminuirá de rítmo agora mas o seu peso vai continuar aumetando bastante. A quantidade de líquido amniótico começa a diminuir conforme o seu bebê vai ocupando mais espaço dentro do útero. A estrutura óssea do bebê se fortalece. A íris que era opaca torna-se colorida. Os cabelos crescem e tornam-se mais espessos. Devido à falta de espaço no útero, as pernas ficam dobradas e encolhidas sobre si mesmas, o que é conhecido como posição fetal.
Mudanças no corpo da mamãe: Você poderá sentir ainda dificuldade para respirar, ou melhor, sentir que a sua capacidade respiratória está menor. Isso é causado pela pressão posta sobre o diafragma pelo útero. Mas antes do fim da gravidez essa situação pode melhorar. Após a trigésima quarta semana de gravidez (especialmente se esta não é a sua primeira gravidez) você poderá voltar a respirar normalmente, é quando o bebê "desce" já se preparando para o dia em que finalmente virá ao mundo. No momento, o útero está à 11cm acima do umbigo. Se você já estava dormindo de lado desde o começo da gravidez, agora você está acostumada e sabe que foi uma boa decisão. É cada vez mais difícil de dormir confortavelmente conforme você vai chegando ao final da gravidez.
Segurança: Sua barriga está grande e redonda e ao usar o carro o cinto de segurança é extremamente desconfortável, não é? Lembre-se que o cinto é um equipamento para sua segurança e obrigatório. Para melhor acomodação, o cinto deve ser de três pontos e use-o na altura dos quadris, abaixo da barriga. Ajuste-o para não te machucar. Não esqueça que daqui algumas semanas um pequeno ser também usufruirá o carro e também precisa de segurança. A cadeirinha de carro é um dos equipamentos mais importantes, pois o bebê irá usá-la logo que sair da maternidade. Pode ter certeza que o bebê estará mais protegido na cadeirinha do que em seus braços.
Fontes: E-Familynet O Portal da Gravidez, Guia do Bebê e http://clinicafgo.com.br
"Nós não podemos dar o futuro aos nossos filhos, embora com empenho nós possamos torná-lo seguro; entretanto, nós podemos dar o presente para eles".
(Kathleen Norris)
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Depois de um final de semana em casa de repouso, hoje me sinto bem melhor. Não tive mais cólicas e já posso retornar ao trabalho. Apenas meu edema (inchaço) nas mãos que parecem aumentar a cada dia, meu dedos estão sempre "enformigados".
Hoje de manhã nasceu a filha de minha amiga Denize, a Letícia. Quando for trabalhar irei fazer uma visitinha rápida, já que ela nasceu no hospital onde trabalho. Comprei um presente bem lindo para ela; espero que a mamãe goste!

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As visitas

Evite ao máximo. A princípio, limite as visitas aos seus familiares. É claro, pessoas muito próximas e amadas são bem vindas. Mas muita atenção... não permita que estas pessoas tragam outras a reboque. Definitivamente, maternidade não é lugar de fazer social. Dependendo da situação, não tem nada mais démodé do que ficar visitando gente na maternidade, pois é um lugar tranqüilo, de restabelecimento.
Pense bem: a mãe está lá na maior intimidade, acabou de parir, pode estar se sentindo meio cansada, pode ter algum incômodo físico, etc. Aí, tem que ficar recebendo pessoas, jogando conversa fora? Claro que não! Ela tem sim é que descansar, repor energias para poder cuidar da criança quando for para casa. E tem também que amamentar e dar toda sua atenção e afeto ao recém-nascido. Além de ser deselegante, muitas visitas constituem uma falta de respeito com o recém-nascido. O bebê não está querendo saber de festa neste momento. Se você quer festejar, faça-o depois, com os adultos apenas. Agora, celebre devidamente esta nova vida que acaba de começar, alimentando seu filho com seu leite e seu amor, num ambiente de muita paz e harmonia. Você será sortuda se conseguir driblar totalmente a maratona das visitas. Então, é bom que sua mãe, marido ou alguém íntimo fique sempre com você para preservá-la. Se for inevitável, receba as pessoas por pouco tempo, e aproveite a presença daquelas que você realmente tem prazer em ver, que te trazem uma energia positiva e que saibam respeitar o seu momneto e a delicadeza do recém-nascido.
Atenção: não receba ninguém, nem o papa, nos momentos em que for dar de mamar! Mande esperar quanto tempo for necessário. A prioridade total, aqui, é do recém-nascido!!
Uma dica: você pode solicitar que o bebê seja levado para o berçário em momentos que sentir que tem muita visita. Depois que a coisa acalmar, você pede para trazê-lo de volta. Assim, você preserva o bebê, pois no berçário ele vai ter mais sossego do que com um bando de gente em volta. Não deixe, em hipótese nenhuma, ficarem se debruçando e falando sobre o recém-nascido pois ele aninda não adquiriu os anti-corpos necessários a sua proteção. Não deixe que peguem o bebê sem que o adulto lave as mãos primeiro! Ele ainda é muito frágil e vulnerável. As pessoas têm atitudes erradas, não por mal, mas por falta de sensibilidade, por ignorância. Cabe a você proteger seu neném disto. Se as pessoas querem homenagear o pequeno, que o façam respeitando-o! Façam uma visita mais tarde, em casa, de preferência depois de completar um mês de nascido (pois o primeiro mês é um período muito especial). Mandem bons presentes se quiserem, telegramas. Mas deixem a mãe e o bebê em paz, que eles merecem!
Fonte: http://www.babysite.com.br

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Parto: mitos e fatos

São poucos os fatos da vida envoltos em tanto mistério, medos e tabus quanto o parto. Talvez nem o sexo tenha sido tão mistificado, alguém aqui já ouviu falar de quem tenha medo de morrer de sexo? Ou de ter falta de líquido, cordão enrolado, bacia estreita para o sexo? Quem já esteve grávida fartou-se de ouvir de amigos, parentes, conhecidos e até de desconhecidos sobre os grandes perigos do parto. Todo mundo tem uma história trágica a contar. São tantas histórias dramáticas que não consigo entender como é que as nossas cidades não estão povoadas de pessoas lesadas, paralisadas, ressecadas e enroladas em cordões assassinos! Sem contar nas mulheres alargadas e com incontinência urinária no último grau. Qual é a grávida que não foi parada pela manicure, pela cobradora do ônibus, pela cunhada da prima da vizinha para ouvir uma história tenebrosa sobre o bebê que bebeu água do parto, que chorou na barriga, que fez cocô no líquido amniótico, que secou de tanto que passou da hora, que tinha 30 voltas de cordão no pescoço, que teve um parto seco, que teve um fórceps tão forte que lhe afundou o crânio de lado a lado? Se você está grávida e se a sua barriga já aparece, certamente você já ouviu uma história dessas e não gostou nada dos pulos que seu coração deu. Pensando em ajudar as mulheres que se encontram nessa situação, aqui vão algumas dicas para ajudar a desmistificar os "grandes perigos" que as cercam quanto mais o parto se aproxima.
Falta de Dilatação
Muitas mulheres hoje em dia dizem que não conseguiram ter um parto porque tiveram falta de dilatação. Tecnicamente não existe falta de dilatação em mulheres normais. Ela só não acontece quando o médico não espera o tempo suficiente. A dilatação do colo do útero é um processo passivo que só acontece com as contrações uterinas.
Bacia Estreita
Uma mulher com bacia estreita não teria espaço para a passagem do bebê. Existem situações não muito comuns em que um bebê é grande demais para a bacia da mulher, ou então está numa posição que não permite seu encaixe. Não mais que 5% dos partos estariam sujeitos a essa condição. Além disso, tecnicamente é impossível saber se o bebê não vai passar enquanto o trabalho de parto não acontecer, a dilatação chegar ao máximo e o bebê não se encaixar.
Parto Seco
Um parto depois que a bolsa rompeu seria uma tortura de tão doloroso. A verdade é que depois que a bolsa rompe o líquido amniótico continua a ser produzido, e a cabeça do bebê faz um efeito de "fechar" a saída, de modo que o líquido continua se acumulando no útero. Além disso o colo do útero produz muco continuamente que serve como um lubrificante natural para o parto.
Parto Demorado
Um bebê estaria correndo riscos porque o parto foi/está sendo demorado. Na verdade o parto nunca é rápido demais ou demorado demais enquanto mãe e bebê estiverem bem, com boas condições vitais, o que é verificado durante o trabalho de parto. Um parto pode demorar 1 hora como pode demorar 3 dias, o mais importante é um bom atendimento por parte da equipe de saúde. O que dá à equipe as pistas sobre o bebê são os batimentos cardíacos. Enquanto eles estiverem num padrão tranquilizador, então o parto está no tempo certo para aquela mulher.
Bebê passou da hora
O bebê teria como uma "data de validade" após a qual ele ficaria doente. Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade, a indução do parto pode ser uma ótima alternativa.
Cordão Enrolado
A explicação é de que o bebê iria se enforcar no cordão umbilical. O cordão umbilical é preenchido por uma gelatina elástica, que dá a ele a capacidade de se adaptar a diferentes formas. O oxigênio vem para o bebê através do cordão direto para a corrente sanguínea. Assim, o bebê não pode sufocar.
Não entrou/não teve trabalho de parto
A idéia aqui é de que a mulher em questão tem uma falha natural que a impede de entrar em trabalho de parto. A verdade é que toda mulher entra em trabalho de parto, mais cedo ou mais tarde. Ela só não vai entrar em trabalho de parto se a operarem antes disso.
Não tem dilatação no final da gravidez
A explicação é que o médico fez exame de toque com 38/39 semanas e diz que a mulher não vai ter parto porque não tem dilatação nenhuma no final da gravidez. Tecnicamente uma mulher pode chegar a 42 semanas sem qualquer sinal, sem dilatação, sem contrações fortes, sem perder o tampão e de uma hora para outra entrar em trabalho de parto e dilatar tudo o que é necessário. É impossível predizer como vai ser o parto por exames de toque durante a gravidez.
Placenta envelhecida
A placenta ficaria tão envelhecida que não funcionaria mais e colocaria em risco a vida do bebê. O exame de ultra-som não consegue avaliar exatamente a qualidade da placenta. A qualidade da placenta isoladamente não tem qualquer significado. Ela só tem significado em conjunto com outros diagnósticos, como a ausência de crescimento do bebê, por exemplo. A maioria das mulheres têm um "envelhecimento" normal e saudável de sua placenta no final da gravidez. Só será considerado anormal uma placenta com envelhecimento precoce, por exemplo, com 30 semanas de gravidez.
Autora: Ana Cristina Duarte - Doula, Educadora Perinatal, Graduanda em Obstetrícia pela USP Leste - Mãe de Júlia (Cesárea Desnecessária) e Henrique (Parto Normal Hospitalar)
Fonte: http://www.partohumanizado.blogger.com.br/
Postado por Michele às 16h32
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A Humanização do Nascimento
O parto dentro d´água de Michel Odent
Em Pithiviers, não muito longe de Paris, um médico chamou a atenção do mundo dirigindo uma maternidade. Desta vez não foi a descoberta de uma sofisticada tecnologia, que freqüentemente vira notícia na área da saúde, mas pelo contrário, foi alertando a sociedade dos prejuízos que o iracionalismo científico e o modo de vida das sociedades modernas podem nos causar. Pregando a tomada de consciência para as nossas raízes, nosso instinto e capacidade de sentir e trocar afeto apresenta os pontos essenciais que o homem deve considerar para reencontrar o seu equilíbrio. Esse equilíbrio só seria possível se, primeiramente, lutássemos por um nascimento consciente que preconize a total integração entre mãe, pai e filho, à partir da gestação e nascimento, como ainda conservam sociedades tradicionais. Eu visitei a maternidade de Odent em Pithiviers em 1984 e na ocasião ele detinha a maior estatística mundial de partos dentro d’água feitos em um hospital. Antes disso, durante meu curso de medicina, eu pude observar a forma de nascer dos índios Kaingangues no interior do Paraná e conhecer a maternidade de Paciornik em Curitiba. Desde então passei a relacionar, às condições de gestação e parto à saúde mental de cada um de nós.
Acreditando na natureza
Na sua visão de mundo, Michel Odent procura compreender e acreditar na natureza ao invés de modifica-la. Foi observando a vida humana desde sua semente e desde o nascimento e ampliando seus estudos em psicologia e antropologia que ele deixa sua carreira de cirurgião para se dedicar a obstetrícia. Após a obra de Otto Rank (1924) sobre o traumatismo do nascimento, muitos autores ficaram atentos a este tema, dentre eles, mais recentemente, Frédérick Leboyer (1974). Havia no bebê, além de sua estrutura biológica, todo um dinamismo psicológico que deveria merecer cuidados e atenção já a partir da gestação. Desconsiderar esse aspecto seria um ato de violência contra a vida, podendo trazer traumas, muitas vezes irreversíveis. Interessante é que algumas sociedades tradicionais conservam esses conhecimentos, revelados em seu comportamento diante da gestação e parto. Estudos mais avançados tentam registrar as evidências de que, já na vida intra-uterina o ser humano é susceptível ao som, luzes e sentimentos. Em Nova York, Odent lançou o livro "Birth Reborn" (1984), quando resolveu deixar o hospital de Pithiviers e partir para o mundo, com objetivo de produzir outras obras, proferir palestras e difundir suas idéias. Eu já conhecia e havia me encantado com seu livro "Gênese do Homem Ecológico", numa edição em português. Atualmente ele vem de lançar outra obra "The Cienthific of Love", onde aborda assuntos polêmicos relacionados a forma de vida das sociedades modernas.
Partos dentro d´água num hospital convencional
A maternidade de Pithiviers é um hospital público e se tornou conhecida no mundo inteiro graças as idéias de seu diretor, o Dr. Odent, que dava uma atenção peculiar as parturientes. Ele procurava atender a uma reivindicação da mulher moderna: a de ser respeitada como mulher, principalmente num momento tão particular de sua vida, como o momento do nascimento. Nesta hora, o que ela mais necessita, é de um local confortável, familiar, onde ela possa dividir sua intimidade. A necessidade de dar segurança ao parto fez com que a medicina o levasse ao hospital, ambiente médico e aparelhado com instrumentos para o pronto socorro. Porém, neste local, as necessidades básicas da mulher foram sendo desprezadas e a responsabilidade sobre este ato, que outrora era quase totalmente de sua exclusividade, foi cada vez mais sendo entregue à instituição e ao médico. Assim como acontece com o distúrbio mental, cuja sociedade traz uma tendência em se isentar de sua implicação o fato de entregar o problema para o médico e instituições se repete. Em Pithiviers acredita-se que o parto não é uma doença, mas um ato natural e delicado e que a mulher tem condições de parir na maneira e na posição que ela própria deseja. À medicina, a partir de então, só deveria providenciar a segurança necessária, sem desprezar as manifestações instintivas ligadas ao ato. Não somente a mulher é foco de atenção e respeito na maternidade de Pithiviers, mas também o bebê. Seguindo a linha de Leboyer e respeitando os primeiros momentos da criança, proporcionando-lhe um lugar acolhedor a maternidade procura mantê-la sempre junto à mãe. Neste momento, não se enfoca apenas a segurança clínica para o recém nascido, mas também a sua segurança emocional. A presença da mãe e também do pai, com o som de suas vozes, familiarizada pelo bebê desde a gestação, tranqüiliza-o naquele novo ambiente. Já na obra de Konrad Lorenz, "Agressão", este fenômeno era descrito no comportamento animal, onde os filhotes recém nascidos mostravam familiaridade ao som de sua mãe. Este autor fez nesse trabalho algumas reflexões humanísticas do comportamento animal. No dia de minha visita à Odent no hospital de Pithiviers, fazia um inverno rigoroso em toda a Europa. Era Janeiro de 1985 e a neve cobria aquela cidade francesa deixando a temperatura abaixo de 20 ° C. Era preciso usar botas especiais para andar pelas ruas, além de muito agasalho para suportar o frio. Dentro do hospital, graças ao aquecimento central, a temperatura era agradável. Enquanto o Dr Odent fazia o acompanhamento de seus clientes, fiquei na sala de espera conversando com casais sobre suas experiências no parto. Todos contaram suas experiências com entusiasmo e até mesmo um pai com o filho no colo se orgulhava em descrever sua participação no parto. O anfitrião me recebeu bem e com simplicidade me pediu que o aguardasse em sua sala, enquanto ele finaliza os atendimentos. A sala parecia desorganizada com os preparativos para a partida de Odent e sobre a mesa havia alguns livros e revistas. Dentre elas havia a renomada revista científica "The Lancet" com seu artigo "Birth Under Water". A noticia, em relação a parto dentro d’água, era que aquele serviço possuía uma experiência de 121 casos, um dado mais significativo do que os dados apresentados por um outro serviço na Rússia.
Não podemos fazer da gravidez uma doença
Quando questionei o médico francês sobre como era seu trabalho de preparação para o parto ele me disse que era realizado na própria maternidade, procurando tornar o local mais familiar para as gestantes: "É importante que a maternidade não seja um local onde as mulheres venham apenas para se informar e serem examinadas. Seria contribuir para fazer da gravidez uma doença. Ontem, por exemplo, como freqüentemente fazemos, nós nos reunimos em volta do piano, onde cantamos e criamos um clima de união e segurança" – explicava Odent. Subimos um andar onde ele me levou para conhecer a sala que tinha no centro um piano. Nas paredes fotos de partos realizados; de mães amamentando e outras com as mais variadas expressões dos seus bebês. As reuniões que acontece naquela sala são geralmente animadas pelas parteiras, com a presença das gestantes e algumas vezes de seus maridos. A participação não é obrigatória, ficando esse critério a cargo do casal. Esporadicamente o grupo recebe a visita de um médico, psicólogo ou a de outro casal que já vivenciou a experiência do parto naquele hospital. Odent e sua equipe pensam que se deveria substituir a frieza de um ambiente hospitalar por uma decoração mais familiar e aconchegante. Se um hospital é destinado a doentes e a gestação é um processo natural, onde fica o bom senso quando nossa sociedade escolhe este local para os partos? Se um hospital, por abrigar doentes, oferece risco de contaminação das parturientes, o que era uma medida de segurança perde seu sentido. A estrutura hospitalar esta longe de atender as necessidades de conforto e intimidade necessárias à mulher no momento do parto. Talvez o ideal seria uma "Casa de Parto", atendendo as necessidades de conforto da mulher e da família, ao mesmo tempo em que oferece a segurança encontrada num hospital. Já em alguns lugares na Europa a opção encontrada foi o parto domiciliar. A equipe médica se desloca até a casa da parturiente durante o trabalho de parto, levando consigo todo o arsenal necessário caso haja alguma eventualidade. Somente a gestação complicada e o parto onde o pré-natal constatou probabilidade de riscos são deslocados para o hospital na Holanda por exemplo. Em alguns locais, a própria população demonstra preferência pelo parto domiciliar, mas no Brasil ele representa somente 1 % dos partos em geral. Particularmente em Florianópolis Dr. Pedro Schimidt, médico da Lagoa da Conceição, lugar típico de hábitos ecológicos vem mantendo há anos essa prática dos partos em casa.
Se um parto não pode ser realizado na posição vertical, também não poderá ser realizado na mesa de parto
Ao lado da sala de reuniões, naquele hospital francês, havia uma outra sala onde são realizados os partos e que tinha três divisões. Na primeira parte havia uma cama baixa e larga e no outro canto uma ca